Um amigo me passou esse vídeo, o qual achei fantástico! Explica de uma forma prática e eficiente os problemas sociais e ambientais.
É um pouco longo, mas vale muito a pena ver!
Na madrugada de ontem para hoje completou 1 semana que um amigo faleceu. Ontem (quarta, 12) rolou a missa. Infelizmente não fui, mas imagino que como no enterro, deveria estar lotado, cheio de pessoas que o admiravam. No enterro também não fui, é algo que não suporto. Prefiro ter as lembranças boas dele vivo, do que lembrar para o resto da minha vida a imagem dele dentro de um caixão!
É difícil acreditar que você nunca mais vai ver aquela pessoa, que nunca mais vai conversar com ela, demora um tempo pra cair a ficha, mas sinceramente? Acho que nunca cai totalmente.
O que eu mais fico indignada é como pessoas tão boas podem morrer tão cedo, e os vasos ruins não quebram? Isso não entra na minha cabeça! Mas eu acredito que Ele tenha o levado por seus motivos, acredito que todos tenham uma missão a cumprir aqui na Terra e, quando essa missão está completa, a pessoa pode partir para a vida eterna! Acreditando em algo fica mais fácil conseguir um certo conforto, penso assim. Para isso existe religião, né? Para a pessoa se confortar naquilo que acredita, em situações complicadas.
Eu, sinceramente, não gosto de religião, sou católica não praticante, mas acho que religião distorce muito a palavra de Deus. Acredito Nele e pronto! E pensando assim eu me conforto.
Não foi a minha primeira perda, não queria que houvesse outra tão cedo, inclusive. Contudo, eu aprendi a lidar com meus sentimentos em situações como essa.
Há quase 5 anos, que serão completados dia 14 de dezembro, eu perdi meu melhor amigo. Foi simplesmente horrível, ele era um irmão pra mim. Só que o pior, é que nós havíamos brigado quase 1 mês antes do acidente, e não estávamos nos falando. Numa noite, ia rolar um show do Jota Quest e todo mundo resolveu ir. Sabendo que ele iria para lá, resolvi ir também para conversar com ele e acertar as coisas. Lá na porta do show, esperando-o chegar, uma amiga ligou para um amigo nosso, que contou que os meninos tinham sofrido um acidente de carro e que o Raphinha havia falecido. Pensamos que fosse brincadeira, então, ela ligou de novo e ele disse que estavam no hospital, para ir pra lá. Nossa, eu lembro disso perfeitamente, como se fosse ontem! Na hora eu fiquei mega atortoada, literalmente, sem chão, não sabia o que fazer, o que falar, o que pensar... As pessoas falavam comigo e eu não conseguia responder, não conseguia entender o que estavam falando. Lembro que eu sentei no chão e desabei em lágrimas, a única coisa que eu queria era acordar de um pesadelo! Umas amigas falaram para eu ir ao hospital, mas eu não conseguia... não conseguia levantar, não conseguia responder, não conseguia nada! Liguei para a minha mãe chorando, e ela foi me buscar. O caminho inteiro fui chorando sem falar um nada, só com o celular na mão discando enlouquecidamente pelo número dele! Chegando em casa, continuei ligando, ligando, ligando, até para a casa dele eu ligava e ninguém atendia. Aquilo ia me dando um desespero, uma falta de ar, eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo! Não consegui dormir nem ficar sozinha, minha mãe foi dormir comigo. Lembro que eu estava deitada, tentando dormir, e senti que tinha alguém ali, olhando pra mim. Levantei desesperada, chorando horrores, olhando pra um ponto fixo da casa. Pouco tempo depois, conversando com uma amiga, ela me disse que quando uma pessoa morre, na noite do ocorrido, seu espírito visita as pessoas que mais gostava. De verdade, não sei se acredito, mas que foi uma sensação muito estranha, foi!
Meu fim de ano estava arruinado, eu não fazia mais nada além de chorar, foi um mês de depressão.
Até hoje mantenho contato com a mãe e o irmão dele, que são pessoas que amo de paixão e que juntos, nos ajudamos, nos confortamos e seguimos nossas vidas.
E há 2 anos, quando eu estava me recuperando mesmo da morte do Raphinha, uma amigona faleceu. No caso dela, foi ainda mais traumático, pois ela faleceu em casa, tomando banho (vazamento de gás). Aquilo me chocou muito, como uma pessoa morre tomando banho? Isso não deveria acontecer! Para eu voltar a entrar em um banheiro sozinha foi um longo processo, eu esperava a minha mãe para poder tomar banho, foi super difícil.
E isso foi me acumulando um monte de problemas, com tanta coisa na cabeça, teve uma hora que não deu mais e assim, tive síndrome do pânico. A pior coisa pela qual já passei na minha vida, de verdade! Ninguém tem noção até ter! Todos os dias eu achava que ia morrer, que ia ter um ataque cardíaco, falta de ar... não conseguia ficar sozinha em casa, não conseguia andar na rua sozinha, se eu andasse muito e meu coração acelerasse eu achava que ia ter um treco, e pior que doía, muito!
Hoje ainda faço terapia por conta da síndrome, e ainda tomo remédio, apenas por não poder parar de tomar assim do nada, tem que ser aos poucos, mas me sinto outra pessoa, aprendi a lidar com meus sentimentos e emoções, o que é muito difícil.
Talvez por isso, esteja sendo mais fácil passar por essa situação agora.
Até brinquei com a minha psicóloga (foi meio cruel) falando que já estava acostumada com esse tipo de situação.
Todo mundo vai morrer, é o ciclo da vida. Algumas antes, outras depois, mas todos se vão! Hoje me sinto até um pouco cruel por pensar assim, mas é a verdade.
Fica com Deus, amigo!
Pra sempre, querido!
=*
Bom, já havia pensado em fazer um post sobre esse tema, e depois de quinta-feira (30/10) tive a certeza de que deveria escrevê-lo.
Fui para a festa da academia de uma amiga, junto com ela, em uma boate daqui do Rio, na Barra. Chegamos lá em torno de 23:15h e já estava bastante cheia. Arrumamos um singelo espaço para mexermo-nos e ficamos dançando, o dj estava tocando umas músicas bem estranhas, confesso, mas ficar parada é meio down, né? Ao nosso lado já reparei um grupinho de amigos olhando, fingi que não vi e continuei dançando. Um deles, então, começou a puxar assunto conosco e os amigos, claro, aproximaram-se também para tentar entrar no papo. Pessoas simpáticas, deu pra trocar uma idéia legal com eles.
Ir ao banheiro que era uma missão difícil, totalmente do lado oposto de onde estávamos, era preciso passar pela pista de dança inteira e ainda subir uma escada. E tinha muito testosterona pelo caminho! Era "você é linda" de um lado, "posso saber seu nome, gata?" do outro, e tudo isso acompanhado de puxões pelo braço ou pela cintura, é difícil se locomover assim! Dificuldade na ida e na volta, mas consegui. Minha amiga estava no mesmo local conversando com os meninos simpáticos. Até que um deles começa a dar idéia nela e um outro em mim. Como já havia achado interessante o que estava chegando em mim, antes mesmo de começarmos a nos falar, troquei mais algumas idéias com ele, pra ver se era só forma ou se tinha algum conteúdo. Nesse tempo que estávamos conversando, surgiu um outro amigo deles e foi dar idéia na minha amiga - que o amigo dele já estava chegando, só que ele havia ido ao banheiro -, e esse doido que surgiu tinha visto que o amigo estava querendo ficar com ela. Enfim, o bichinho estava bêbado, quase em outro mundo, parecia ter tomado algum lisérgico. Quando o primeiro amigo voltou, ficou olhando para aquela situação e veio conversar comigo e com o que eu estava conversando. Ele ia fazer o quê? Nada! Depois de algum tempo conversando com o rapaz, depois de ter tirado a conclusão de que havia conteúdo, um papo bem agradável, acabei ficando com ele, e ficamos juntos até a hora que ele foi embora. Minha amiga a essa hora já havia desaparecido, é claro. Só que ela estava com o mesmo objetivo dos homens, ir à caça! Como eu não curto isso, só fico se realmente achar a pessoa interessante, continuei no meu cantinho com o respectivo.
Fomos dar uma volta e avistei a minha amiga, conversando com uns caras. O respectivo falou que ia ao banheiro e eu decidi esperar por ali mesmo, aonde estava minha amiga. Imediatamente assim que o respectivo saiu dali, veio um dos caras pra cima de mim, querendo me abraçar, beijar... Afastei o cidadão e fui falar algo com minha amiga, que estava de olho em um deles e não deu a mínima pro que eu falei. Ok, ok! Foi eu piscar o olho e lá estava minha amiga se beijando com o carinha, recolhi-me a minha insignificância e fui comprar uma água. Voltei e lá veio outro para cima de mim, dessa vez um cara que eu conheço há anos, mas não nos falamos muito e fazia um tempão que não nos víamos. Ele falando que eu estava sumida (quando eu estive presente?!), que nunca mais tinha me visto, blá, blá blá... Não lembro exatamente o que foi dito, que eu respondi: "ah, mas eu sempre fui pequenininha, né?", e ele falou: "não, você sempre foi é muito gostosa!". Fiquei um tempo analisando o que foi dito, mas tenho que assumir, eu gosto é de elogio grosseiro, nisso ele acertou! E começou o papinho torto pra cima de mim. Porém, fui salva pelo gongo, o respectivo estava voltando para me salvar daquela situação, só que já estava indo embora. Trocamos telefones, tals, nos despedimos e ele foi-se. Meu desespero só estava por começar...
Minha amiga atracada com aquele cara, que aliás, dava um beijo nela e ia dar idéia em outras - na frente dela!!! -, resolvi ficar menos visível, fui para o canto do início, tinha um banquinho ali, sentei. O que achei que seria minha salvação, foi o motivo para fazer com que viessem falar comigo. Veio um menino lá do outro lado em minha direção, ainda pensei que ele pudesse passar direto e ir para o bar, esperança em vão. "Oi, linda! Posso falar com você?", se eu falasse NÃO ia adiantar alguma coisa?? I don't think so... 15 minutos de papo furado e a pessoa tendo a certeza de que eu queria beijá-lo (palavras do mesmo). Enquanto eu ouvia os blá blá blá dele, passaram duas meninas que tinha me visto ficando com o respectivo, me viram conversando com esse outro e falaram uma para a outra: "nossa, outro? você está terrível, hein!". Deu vontade de levantar e ir falar com elas, mas eu ainda sou uma pessoa elegante e ignorei apenas. Engraçado é que eu só fiquei com o respectivo e, mesmo se eu ficasse com outro, o que elas teriam com isso mesmo?!
Anyway, depois de bastante tempo consegui fazer o menino entender que eu não queria ficar com ele, de verdade!!! Tinha uma cadeira mais pro canto, fui correndo para ela.
Consegui ficar um tempinho ali sozinha, sem ninguém vir falar. Até surgir um menino que estava dançando um pouco mais à minha frente, foi pedir algo no bar e de costas pra pista de dança, ficava cutucando meu braço e resmungando alguma coisa que eu não entendia. Foi então que percebi que o cara estava acompanhado! A menina a poucos metros à nossa frente e o cara querendo me dar idéia?! É o cúmulo da cara de pau! Pior é que ela ao invés de ficar puta com ele, obviamente ficou puta comigo, né? Ficava me olhando com uma cara de ódio e toda vez que ele ia para perto de mim, ela ia atrás para abraça-lo. E ele vinha toda hora pra perto de mim, e sempre me cutucava e falava algo. Teve uma hora que foi um pouco mais cara de pau, sentou ao meu lado, deu um 'tapinha' na minha perna e começou a falar, aí não me contive com tal situação e falei: "daqui a pouco a sua namorada vem aqui querer me bater!", ele resmungou mais algo e levantou. Mas continuou me olhando até a hora de ir embora. Uma situação engraçada que ocorreu depois disso, foi um amigo deles que veio falar comigo: "pô, você está aí sozinha, vem dançar com a gente, vem!", respondi: "não gosto desse tipo de música (e realmente não gostava), mas obrigada pelo convite!", ele perguntou meu nome e disse que qualquer coisa era só chegar ali pra ficar junto com eles. A menina deve ter ficado com mais raiva ainda, não? Cochichou algo com o rapaz que me convidou e olhou para mim.
Mais uns três caras vieram pertubar a minha paz, por sorte, surgiu um conhecido, ex de uma amiga minha, ficamos conversando algum tempo, ele se lamentando pelo término do namoro (talvez eu preferisse ouvir mais alguns blá blá blá de desconhecidos). Tadinho, ele é uma pessoa bem legal, mas ficar chorando mágoas para sempre não dá, né? Vamos superar!
Salvou-me por apenas um tempo.
Minha amiga, enfim, ressurgiu das cinzas e me puxou para a pista de dança. Claro que ela estava de olho em alguém que estava na pista. E lá foi ela para o ataque. Voltei para o meu cantinho e mais alguns vieram falar. Ficou nessa até irmos embora, que aliás, voltei de carona com ela, e um outro que ela arrumou voltou conosco.
Enfim, não sei pq os homens vêem a night como uma grande caça (algumas mulheres também, vide a minha amiga). Sinceramente, não vejo o fundamento de sair beijando bocas de pessoas que nunca vi na vida, apenas para quantidade.
Eu viso qualidade, e sair zerada dos lugares, para mim, é super normal. Prefiro conhecer a pessoa, saber seu conteúdo do que apenas sair beijando sem nem saber o nome.
Isso é uma coisa que eu não consigo entender, e provavelmente nunca entenda.